A variação da intensidade das aulas de JUMP, isso funciona?

É normal vermos os professores das modalidades empolgados com suas aulas dizendo que as mesmas gastam 700 trilhões de calorias em 45 minutos. Mas até onde isso é verdade? Utilizar braços na coreografia aumenta mesmo a intensidade da aula? E a velocidade da música, será que o bpm realmente influencia alguma coisa ou é só o professor tentando fazer os alunos caírem de bunda no chão?

Os pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora recrutaram 11 meninas com idade entre 19 e 26 anos para testarem 3 tipos de aulas de Jump em dias diferentes.

Após realizarem previamente um teste máximo de esteira, as participantes fizeram 3 aulas de uma coreografia de Jump pré ensaiada.  Na aula 1 foram utilizadas apenas as pernas para a realização dos movimentos, a 135 bpm. Na aula 2 foram acrescentaqdos braços à mesma coreografia, igualmente a 135 bpm. Na aula 3 também foram utilizados apenas as pernas, porém a uma velocidade de 145 bpm. Todas as aulas tiveram a duração de 10 minutos e houve um intervalo mínimo de 24 horas entre um teste e outro. As aulas foram escolhidas em ordem aleatória, diferente para cada participante.

E o impensável aconteceu. Não foram encontradas diferença estatisticamente significativas em nenhum dos testes. A frequência cardíaca aumentou apenas 5 batimentos da aula 1 para a 2 e da aula 2 para a 3.

Os resultados percentuais médios obtidos para a FC ( Frequência Cardíaca) e para o VO2 (Consumo Máximo de Oxigênio) do presente estudo foram: durante o Protocolo “Jump”, de 1 – 82% da FC máxima e 67% do VO2 máximo; durante o Protocolo “Jump”, de 2 – 85% da FC máxima e 75% do VO2 máximo; durante o Protocolo “Jump”, de 3 – 87% da FC máxima e 77% do VO2 máximo.

Os autores concluem que apesar de um ritmo musical mais rápido aumentar a motivação dos alunos, o aluno não terá tempo para a contração muscular adequada, não conseguindo fazer a execução correta do movimento. Da mesma forma, pode-se supor que o estresse causado pela preocupação com movimentos de mais segmentos corporais poderia interferir na execução correta da coreografia de membros inferiores.

Ou seja, quando o professor coloca o braço no movimento, a embananação causada faz com que o aluno não pule com tanta força, diminuindo o trabalho das pernas, fazendo com que o aumento da intensidade seja pequeno.

Fonte: rev educ fisica uem v. 21, n. 1, p. 139-145, 1. trim. 2010

Sobre Leandro Osti
Licenciado em Educação Física pela UEL Mestre em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa (FMH/UTL) Atua nas áreas de consultoria de gestão e marketing para academias, treinamento de professores para academias, treinamento personalizado e blogueiro Contato: acido.latico@yahoo.com

One Response to A variação da intensidade das aulas de JUMP, isso funciona?

  1. Maria Amélia disse:

    Concordo com o teste,mas isto ocorre apenas com iniciantes,pois depois que aprendemos os exercícios fazemos com maior intensidade,e com menos insegurança!!

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