Entrevista deste blogueiro para Folha de Londrina – Malhar sem critérios pode causar lesões

Veja abaixo a reprodução da matéria da Folha publicada na segunda-feira (14/01/12). Clique aqui para ver a matéria original

A prática de atividade física deve ser ponderada já que, em excesso, pode deixar de ser favorável à saúde

img_foto1594Aliar a prá­ti­ca de ati­vi­da­de fí­si­ca com uma ali­men­ta­ção ba­lan­cea­da é o se­gre­do pa­ra se man­ter a saú­de em dia. Es­ta fór­mu­la é res­pon­sá­vel pe­la pre­ven­ção de di­ver­sas doen­ças car­dio­vas­cu­la­res, se­gun­do os mé­di­cos. O pro­ble­ma é quan­do as pes­soas pas­sam a pra­ti­car exer­cí­cios não só pa­ra man­ter o cor­po sau­dá­vel mas bus­cam a qual­quer cus­to a si­lhue­ta apon­ta­da pe­la so­cie­da­de co­mo per­fei­ta. O exa­ge­ro não faz bem.

O per­so­nal trai­ner Lean­dro Os­ti res­sal­ta que a es­té­ti­ca não tem na­da a ver com a saú­de. ‘‘O trei­na­men­to de mus­cu­la­ção que vi­sa a me­lho­ria da es­té­ti­ca cor­po­ral exi­ge um es­for­ço mui­to gran­de do cor­po e ge­ral­men­te não é ­saudável’’. Os­ti aler­ta que o exa­ge­ro nos exer­cí­cios po­de tra­zer ema­gre­ci­men­to rá­pi­do mas o re­sul­ta­do tam­bém po­de es­tar re­la­cio­na­do ao apa­re­ci­men­to de le­sões.

Na opi­nião de­le, al­gu­mas pes­soas que­rem re­du­zir ao má­xi­mo a por­cen­ta­gem de gor­du­ra cor­po­ral e se es­que­cem ou não sa­bem que a gor­du­ra tem vá­rias fun­ções no or­ga­nis­mo, sen­do uma das prin­ci­pais a pro­du­ção de hor­mô­nios. Ele lem­bra que uma por­cen­ta­gem mui­to bai­xa de gor­du­ra no or­ga­nis­mo fe­mi­ni­no in­ter­fe­re no ci­clo­ mens­trual e po­de cau­sar au­sên­cia da mens­trua­ção. ‘‘Me­di­mos a por­cen­ta­gem de gor­du­ra do cor­po usan­do um apa­re­lho cha­ma­do adi­pô­me­tro, ou ‘com­pas­so de ­dobras’, mas o re­sul­ta­do não é mui­to ­exato’’, afir­ma.

Se­gun­do ele, a bus­ca de­sen­frea­da pe­la be­le­za tem fei­to com que al­gu­mas pes­soas de­sen­vol­vam uma es­pé­cie de ob­ses­são pe­la ati­vi­da­de fí­si­ca. Os­ti re­ve­lou que exis­tem alu­nos que per­dem a no­ção do li­mi­te do cor­po, pas­sam por pri­va­ções so­ciais e evi­tam o con­ta­to com ou­tras pes­soas pa­ra que na­da atra­pa­lhe a ro­ti­na de die­ta e ati­vi­da­de fí­si­ca.

‘‘Tem gen­te que faz um trei­no bem di­fí­cil a pon­to de fa­zer for­ça até vo­mi­tar, mas ain­da as­sim pe­de pa­ra con­ti­nuar os ­exercícios’’, lem­bra. Pa­ra ele, es­te com­por­ta­men­to mos­tra que al­gu­mas pes­soas não con­se­guem re­co­nhe­cer os si­nais de que o cor­po es­tá es­go­ta­do. Os­ti acres­cen­ta que, na maio­ria dos ca­sos, os alu­nos que apre­sen­tam es­te ti­po de dis­túr­bio nas aca­de­mias não tem cons­ciên­cia do pro­ble­ma, mas ele é vi­sí­vel pa­ra os de­mais fre­quen­ta­do­res e pro­fes­so­res. (­leia ­mais nes­ta pá­gi­na)

Prática incorreta

De acor­do com o fi­sio­te­ra­peu­ta Hel­ling­ton Bo­ni­fá­cio Vi­nhot­te, o ex­ces­so de re­pe­ti­ções e a prá­ti­ca in­cor­re­ta dos exer­cí­cios po­de le­var à ten­di­ni­te, con­tu­sões, en­tor­ses, fra­tu­ra por es­tres­se e dis­ten­são mus­cu­lar que po­de che­gar até mes­mo à rup­tu­ra do mús­cu­lo. Ele ex­pli­ca que, em al­guns ca­sos, é pre­ci­so sus­pen­der ou re­du­zir a in­ten­si­da­de da ati­vi­da­de fí­si­ca pa­ra rea­li­zar o tra­ta­men­to. ‘‘Fa­ze­mos anal­ge­sia, alon­ga­men­tos e cor­ri­gi­mos o ges­to ­esportivo’’, es­cla­re­ce.

Vi­nhot­te aler­ta que o apa­re­ci­men­to des­tas le­sões é mui­to co­mum nes­ta épo­ca do ano por­que as pes­soas in­ten­si­fi­cam os exer­cí­cios pa­ra en­trar em for­ma ra­pi­da­men­te pa­ra as fé­rias. ‘‘Es­te com­por­ta­men­to aca­ba so­bre­car­re­gan­do a mus­cu­la­tu­ra, as car­ti­la­gens, ar­ti­cu­la­ções e ge­ra ­lesões’’, res­sal­ta. O fi­sio­te­ra­peu­ta acre­sen­ta que as le­sões tam­bém apa­re­cem nas pes­soas que so­bre­car­re­gam a mus­cu­la­tu­ra du­ran­te ­anos in­tei­ros e aca­bam exi­gin­do ­além do li­mi­te do cor­po.

Pa­ra ele, a ati­vi­da­de fí­si­ca é sau­dá­vel quan­do ge­ra pra­zer pa­ra a pes­soa que es­tá pra­ti­can­do e que pas­sa a ser ­ruim no mo­men­to que re­sul­ta em dor du­ran­te ou ­após o exer­cí­cio. ‘‘Quan­do a pes­soa co­me­ça a se exer­ci­tar é nor­mal um pou­co de dor ­após o trei­no, mas em pou­co tem­po es­te si­nal pre­ci­sa pas­sar. Se a dor for cons­tan­te sig­ni­fi­ca que a pes­soa es­tá exa­ge­ran­do. Nes­te ca­so já po­de­mos iden­ti­fi­car co­mo prin­cí­pio de uma al­te­ra­ção ­osteomuscular’’, ex­pli­ca. O fi­sio­te­ra­peu­ta acres­cen­ta que o ­ideal pa­ra não so­bre­car­re­gar o cor­po é in­ter­ca­lar um dia de ati­vi­da­de fí­si­ca com um dia de re­pou­so.

Sobre Leandro Osti
Licenciado em Educação Física pela UEL Mestre em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa (FMH/UTL) Atua nas áreas de consultoria de gestão e marketing para academias, treinamento de professores para academias, treinamento personalizado e blogueiro Contato: acido.latico@yahoo.com

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